Além da Bahia: Canal Futura estreia 2ª temporada de "Àgbára Dúdú – Narrativas Negras" valorizando cultura e religiosidade afro-brasileira a partir de terreiros de cinco estados
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A partir de 28 de julho, às 22h30, público poderá conhecer trajetórias diversas de regiões como Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Maranhão, em episódios emocionantes que falam sobre resistência, memória e saberes transmitidos de geração em geração

Um mergulho na riqueza da cultura e da religiosidade afro-brasileira por meio das histórias de importantes sacerdotes do candomblé e dos terreiros, que ajudam a preservar tradições ancestrais em diferentes regiões do Brasil. A partir de 28 de julho, o público poderá acompanhar a segunda temporada de "Àgbára Dúdú – Narrativas Negras", série documental do Canal Futura que traz como grande novidade mostrar o dia a dia de terreiros da Bahia e também de outros quatro estados: Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Maranhão. Com 13 episódios inéditos, classificação livre e exibição todas as quartas-feiras, às 22h30, a produção tem criação e direção de Silvana Moura, produção executiva de Sylvia Abreu e realização da Truque Cinema e Vídeo. O programa apresenta trajetórias emocionantes marcadas pela resistência, memória e pela valorização dos saberes transmitidos de geração em geração.
Ao longo da temporada, Àgbára Dúdú percorre territórios sagrados que desempenham papel fundamental na preservação da identidade negra brasileira. A série acompanha festas religiosas, celebrações tradicionais e práticas comunitárias que revelam a potência dos terreiros como espaços de acolhimento, educação, cultura e transformação social. Mais do que retratar rituais, os episódios evidenciam a atuação de lideranças religiosas que mantêm vivas heranças africanas fundamentais para a formação do Brasil.
A nova temporada amplia o olhar sobre a diversidade das manifestações afro-brasileiras ao visitar casas de axé na Bahia, no Maranhão, em Pernambuco, em Sergipe e no Rio de Janeiro, revelando diferentes nações, tradições e formas de expressão da fé. Entre os personagens retratados estão nomes históricos e contemporâneos, como Pai Adailton, do Terreiro Omiojuaro, no Rio de Janeiro, e Mãe Valnízia Bianchi, do Terreiro do Cobre, na cidade de Salvador, que transformaram seus terreiros em centros de resistência cultural, combate ao racismo e fortalecimento das comunidades negras.
Para Pai Reginaldo Flores, do Terreiro Osogunlade, em Sergipe, participante da série, "Àgbára Dúdú" representa uma importante iniciativa de valorização da cultura afro-brasileira e de fortalecimento das narrativas construídas pelos próprios povos de terreiro. "O programa é uma iniciativa de excelência na difusão da cultura material e imaterial afro-brasileira. A qualidade da produção e o cuidado na investigação dos diferentes territórios e manifestações culturais fazem da série uma oportunidade de revisitarmos nossa história e atualizarmos o olhar sobre nós mesmos. Àgbára Dúdú sistematiza o protagonismo, dá visibilidade à ancestralidade e reafirma o lugar de fala da população negra. Ao levar essa programação para a televisão, o canal Futura cumpre um importante papel educativo e contribui para transformar a sociedade por meio da arte e da valorização da nossa cultura."
"Com uma abordagem sensível e comprometida com a valorização das tradições afro-brasileiras, Àgbára Dúdú convida o público a conhecer personagens, territórios e saberes que ajudaram a moldar a cultura nacional e aumentar o conhecimento sobre as culturas afro-brasileiras. A nova temporada reafirma a importância da preservação da memória ancestral e amplia o espaço para narrativas que historicamente foram invisibilizadas, celebrando a força, a beleza e a resistência dos povos de terreiro", destaca Juliana Oliveira, líder de projetos da Fundação Roberto Marinho, que reforça a importância da valorização de patrimônios que ajudam a contar a história do Brasil.
Cada episódio combina memória, espiritualidade e identidade para apresentar ao público histórias que atravessam gerações. Das celebrações dedicadas aos orixás aos cultos ancestrais dos Egungun (termo iorubá que designa a manifestação visível dos espíritos dos ancestrais), a série mostra como a religiosidade afro-brasileira permanece viva e em constante diálogo com os desafios do presente, reafirmando seu papel na construção de um futuro mais diverso e inclusivo.
Serviço
- Segunda temporada: Àgbára Dúdú – Narrativas Negras
- Estreia: quarta-feira, 28 de julho, no canal Futura
- Horário: 22h30
- Episódios: 13
- Classificação: Livre
Confira a programação:
Quarta-feira, 28 de julho
Pai Reginaldo: O Guerreiro que Dança
Na Festa de Ogum, Pai Reginaldo une dança, espiritualidade e antirracismo. Corpo em movimento como arma de transformação. Ogum abre caminhos. O corpo confirma.
4 de agosto
Mãe Beata de Yemanjá: A Mãe do Mundo
Na Festa das Iyabás, o legado de Mãe Beata vive no Omiojuarô. Terreiro como espaço de acolhimento, saber ancestral, ativismo e futuro negro.
11 de agosto
Casa Fanti-Ashanti: Tambor, Coroa e Encantamento
Na Festa do Divino, Mãe Kabeca conduz cantos e toques. Fé, festa e memória revelam um dos terreiros centrais do Maranhão.
18 de agosto
Jarê: A Fé que Cura
No Jarê da Chapada Diamantina, encantados, natureza e devoção sustentam uma fé de resistência. Espiritualidade como prática diária de sobrevivência.
25 de agosto
Kale Bokun: A Casa das Riquezas Profundas
Na Festa de Oxalá, Mãe Vânia revela a história do Kale Bokun. Memória, ritual e beleza mantêm viva a profundidade da nação Ijexá em Salvador.
1 de setembro
Axé do Cobre: Xangô e Mãe Valnízia de Ayrá
Na Corda de Ibeji, Mãe Valnízia une fé e luta. Cuidar das crianças é cuidar do mundo. Terreiro como voz ativa contra as injustiças.
8 de setembro
Noz Onimboyá: Onde o Sol Nasce e as Águas se Encontram
Na Festa das Frutas, Mãe Angélica celebra a cultura bantu e a memória de Makota Valdina. Ancestralidade viva, saber preservado, futuro em curso.
15 de setembro
A Festa das Águas no Ilê Agboula
No culto aos Egungun, o Ilê Agboula celebra ancestrais e continuidade. Memória, respeito e tradição mantêm vivos os que vieram antes.
22 de setembro
Louvação de Oya: Ventos de Xambá
Na Festa de Oyá, Pai Ivo revive a memória de Mãe Biu. No Xambá, espiritualidade, cultura e política caminham juntas em território de resistência.
29 de setembro
Roça do Ventura: A Morada da Serpente
Casa matriz do jeje, a Roça do Ventura guarda o Vodun Dan. Comunidade revela a história e a resistência negra em Cachoeira, Bahia.
6 de outubro
Mãe Hilda Jitolu: A Mãe da Liberdade
No Ilê Axé Jitolu nasce o Ilê Aiyê. Mãe Hilda lidera uma revolução estética, política e espiritual que transforma autoestima e consciência negra.
13 de outubro
Mãe Aninha de Xangô: O Rei Nasce Aqui
Mãe Aninha funda o Opô Afonjá na Bahia e no Rio de Janeiro, e enfrenta o Estado. Visão, coragem e estratégia abriram caminhos para a liberdade do candomblé no Brasil.
20 de outubro
Sítio de Pai Adão: As Águas que Sustentam o Xangô
Na Festa de Yemanjá, o Sítio de Pai Adão reafirma o Xangô pernambucano. Água, memória e ancestralidade sustentam a fé e o povo.
Sobre o Canal Futura
O Futura é uma experiência pioneira de comunicação para transformação social que, desde 1997, opera a partir de um modelo de produção audiovisual educativa, participativa e inclusiva. É uma realização da Fundação Roberto Marinho e resultado da aliança estratégica entre organizações da iniciativa privada unidas pelo compromisso de investir socialmente, líderes em seus segmentos: SESI - DN / SENAI - DN, FIESP / SESI - SP / SENAI - SP, Fundação Bradesco, Itaú Social, Globo e Sebrae. O Futura está presente nas principais operadoras de TV por assinatura no Brasil e ainda em uma rede de TVs universitárias parceiras com sinal disponível em TV aberta e parabólicas digitais.
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