Projeto Ecoar celebra protagonismo local com premiação de iniciativas culturais de sete estados
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Iniciativa do Instituto Equatorial e da Fundação Roberto Marinho promoveu formação de economia criativa e premiou 21 projetos

Aconteceu nesta quarta-feira (20), no Centro Cultural Mandingueiros do Amanhã, em São Luís (MA), um evento que celebra o sucesso do projeto Ecoar, iniciativa do Instituto Equatorial em parceria com a Fundação Roberto Marinho, por meio da co.liga, escola digital e gratuita de cultura, tecnologia e economia criativa. O encontro destaca a conclusão da jornada formativa e reconhece os 21 vencedores selecionados nos sete estados participantes.
Mais de duas mil pessoas se inscreveram para participar das atividades promovidas pelo projeto em Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul. A iniciativa ofereceu conteúdos e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento de projetos criativos conectados às realidades e manifestações culturais de cada território. Veja mais aqui!
O objetivo do Ecoar foi incentivar a participação da população local em ações de formação e fortalecimento da economia criativa, estimulando competências relacionadas à elaboração de projetos, planejamento, comunicação, criatividade e impacto social, sempre valorizando a cultura e as potencialidades de cada região.
Na etapa final da formação, os participantes desenvolveram projetos voltados ao fortalecimento e à valorização da cultura local em seus territórios. Ao todo, três propostas de cada estado foram selecionadas e premiadas, reconhecendo iniciativas com potencial de impacto social, cultural e econômico nas comunidades. Os 21 projetos vencedores serão apresentados durante o evento de encerramento, realizado em São Luís.
Os vencedores de cada estado estarão presentes no evento, que contará também com a participação da coordenadora do Instituto Equatorial, Janaina Ali, do secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, e de representantes de instituições locais parceiras que atuaram na implementação do projeto nos territórios, como a Casa das Juventudes, em Goiás, a Gira Mundo, no Amapá, o Instituto Avante, no Piauí, e o IESTI, no Maranhão.
Conheça os vencedores
- Maranhão
O primeiro lugar foi conquistado por Francilma Everton, socióloga e professora do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, com o projeto “Clima em Cena – Teatro e Resiliência Climática nas Periferias”. A iniciativa utiliza o Teatro-Imagem como ferramenta de fortalecimento da resiliência climática na Vila Embratel, em São Luís, promovendo a capacitação de moradores em protocolos de autoproteção e rotas de fuga por meio de metodologias acessíveis e comunitárias. O projeto prevê ainda a criação de um Mapa de Resiliência Analógico e de um guia metodológico replicável.

O segundo lugar ficou com Jessythannya Carvalho Santos e o projeto “Comunicação e Tradição: Inventário Cultural Jovem de Peri-Mirim”, que forma jovens em patrimônio cultural, comunicação comunitária e audiovisual para mapear manifestações culturais.
O terceiro lugar foi para Iria de Fátima Machado Alves, a Dona Iria, com o projeto “Raízes do Centro”, iniciativa que propõe hortas urbanas comunitárias no Centro Histórico de São Luís, unindo sustentabilidade, inclusão social e geração de renda.
- Alagoas
O primeiro lugar em Alagoas foi conquistado por Evandro Coelho dos Santos Filho, educador, produtor cultural e mestre em Educação, com o projeto “Ciclo de Formação em Cultura e Economia Criativa: Luar do Sertão nos Territórios”. A iniciativa propõe a qualificação de jovens em situação de vulnerabilidade da Zona Sul de Maceió para atuação na cadeia produtiva do São João, oferecendo formação prática. O projeto também prevê a criação de um acervo digital acessível, fortalecendo a cultura popular, o trabalho digno e o desenvolvimento territorial.

O segundo lugar ficou com Ana Madalena Sandes Silva e o projeto “Vira Alagoas – Virada Cultural do Centro Vivo”, proposta de ocupação cultural de 24 horas no Centro de Maceió com apresentações artísticas, oficinas e vivências em espaços históricos.
O terceiro lugar foi para João Igor Macena, com o projeto “Cartas à Tia Marcelina: juventude em movimento”, iniciativa que promove ciclos artístico-formativos antirracistas em campi do Instituto Federal de Alagoas.
- Amapá
O primeiro lugar foi conquistado por Andressa Penha, jovem amazônida, com o projeto “Mazagão em Mãos: Memória em Libras”. A iniciativa prevê a produção de um curta-metragem acessível sobre a história, o patrimônio imaterial e as identidades de Mazagão Velho, com recursos de audiodescrição, legendas e janela em Libras. O projeto também inclui oficinas de acessibilidade cultural para moradores e escolas, ampliando o acesso à memória e à cultura amapaense.

O segundo lugar ficou com Antonio Batista da Silva Júnior e o projeto “Territórios Vivos – Cartografia Audiovisual Acessível das Comunidades”, que promove formação audiovisual para jovens de periferias de Macapá e a produção colaborativa de minidocumentários sobre memórias e territórios locais.
O terceiro lugar foi para Juliana Serrão, com o projeto “Grupo de Teatro – Sinais e Sons”, iniciativa que propõe a criação de um espetáculo bilíngue, em Libras e português, reunindo artistas surdos e ouvintes em um processo formativo inclusivo.
- Goiás
O primeiro lugar foi conquistado por Guilherme Fagundes, morador de Águas Lindas de Goiás, produtor cultural e estudante de Serviço Social, com o projeto “Águas Lindas Fora do Armário”. A iniciativa propõe oficinas de customização e upcycling de roupas de brechó voltadas prioritariamente para mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade social, promovendo moda sustentável, expressão artística e fortalecimento identitário por meio da economia criativa.

Ana Karolina Lopes Vieira conquistou o segundo lugar com o projeto “Ateliê do Futuro: Moda, Criatividade e Sustentabilidade na Escola”, iniciativa voltada à capacitação de jovens da rede pública por meio da moda sustentável e do reaproveitamento têxtil.
O terceiro lugar foi para Victor Gabriel da Silva Guimarães Rosa, com o projeto “Futuras Narrativas – Laboratório de Jovens Roteiristas”, que incentiva estudantes da rede pública a explorarem o audiovisual e o cinema como possibilidades de formação e carreira.
- Pará
O primeiro lugar foi conquistado por Bruno Barros, músico, pesquisador e artesão de Belém, com o projeto “Orquestra Sustentável Batuque Umari – Sons que Transformam”. A iniciativa promove formação cultural para crianças, jovens, adultos e idosos de Marituba, integrando a construção sustentável de instrumentos de percussão, aulas de ritmo, história da percussão e cultura afro-indígena.

O segundo lugar ficou com Ignacio San Martin Araya e o projeto “Observatório das Alianças: Mapa Interativo de Saberes Amazônicos”, que conecta juventudes, pesquisadores e mestres de saberes tradicionais em territórios do Marajó, Tapajós e Região Metropolitana de Belém.
O terceiro lugar foi para Juliano Bentes, com o projeto “Escola Themônia de Desobediência Artística”, iniciativa que promove experiências formativas em artes com jovens e artistas LGBTQIAPN+ de periferias.
- Piauí
O primeiro lugar foi conquistado por Debora Raquel Oliveira e Silva, artista da dança, produtora cultural e empreendedora, com o projeto “Festival Referência Preta”. A iniciativa promove um festival itinerante nas cidades de Teresina, União e Parnaíba, voltado à valorização das culturas negras, periféricas e LGBTQIA+, reunindo oficinas, rodas de conversa, vivências artísticas e um baile.

O segundo lugar ficou com Rejane da Silva Souza e o projeto “Batuques de Esperança do Bumba-meu-boi Estrela da Noite”, iniciativa voltada à preservação do bumba-meu-boi por meio de ações formativas em teatro, dança, percussão e artesanato.
O terceiro lugar foi para Eduardo Guimarães Teixeira, com o projeto “Escola Junina de Criação – Explosão Estrelar”, que promove formação de jovens periféricos em áreas ligadas à cultura junina e à economia criativa.
- Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, o primeiro lugar foi conquistado por Helena de Oliveira Valanera, estudante de Engenharia de Produção, com o projeto “Qual a Pauta? – Podcast Itinerante, por Vozes Negras em Movimento”. A iniciativa prevê a produção de episódios semanais sobre as trajetórias profissionais de mulheres negras da economia criativa de Porto Alegre e Região Metropolitana.
O segundo lugar ficou com Lívia dos Santos da Silva e o projeto “MeCuida: Design e Tecnologia para Autonomia e Inclusão Digital da Pessoa Idosa”, proposta de aplicativo gratuito voltado à organização da saúde e à autonomia de pessoas idosas.
O terceiro lugar foi para Kéthlin Rickes Hetsper, com o projeto “Tramas e Territórios”, iniciativa que promove oficinas de macramê e criação de biojoias com sementes nativas em comunidades de Pelotas.
Sobre o Instituto Equatorial
O Instituto Equatorial é um legado do Grupo Equatorial, com a missão de contribuir para a redução das desigualdades sociais nos territórios em que atua adaptando soluções às realidades locais e fortalecendo parcerias entre comunidades e os diferentes setores.
Sobre a co.liga
A co.liga é uma escola digital gratuita, como foco em cultura, tecnologia e economia criativa. Uma iniciativa da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI) com a Fundação Roberto Marinho e tem o Grupo Motiva, por meio de seu instituto, como parceiro mantenedor. A escola oferece, gratuitamente, formações em oito segmentos da economia criativa, além de uma área formativa transversal, com cursos sobre empreendedorismo, escrita de projetos, precificação, comunicação antirracista, entre outros. A escola busca atender, prioritariamente, jovens entre 15 e 29 anos, mas seus cursos são abertos para qualquer pessoa, em qualquer lugar do país ou do mundo. Atualmente, oferece mais de 50 formações, todas com certificação. Confira os cursos oferecidos pela escola no site: https://coliga.digital/
